
baila, baila
nessa dança mágica
que é viver
e encontrar com outros vivos
o desafio está em
não deixar que os corpos esfriem
manter-se desarmado e
lavar dos olhos e ouvidos
o cinismo nosso de cada dia
pois entre o fio da navalha e o tiro
à queima roupa, eu prefiro
olhar para o outro
como quem vê
um outro
pela primeira vez
curiosa e
de peito aberto
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